Livro - Harue Tanaka lançou o livro "Diário de uma Ritmista Aprendiz, 189 pgs. - Agência ensaio, sobre o trabalho musical da Escola de Samba 'Malandros do Morro', do bairro da Torre. Infelizmente não estivemos presentes para fotografar.
Nova Baixa - Chegou a notícia que o casal de associados Luiz e Laurinda Iuki nos deixarão, devido remanejamento dele, proposto pela empresa onde trabalha. É mais um sinal da crise econômica que assola o Planeta. Ao simpático e adorável casal, nossos amigos, nosso obrigado, nossas desculpas e nosso até logo. Felicidades!
Consulado - Está confirmada uma visita do Cônsul Toshio Watanabe à Paraíba para diversas reuniões: Com o Governador José Maranhão, políticos e jornalistas. A ACBJ-PB e o Dr. Ítalo Kumamoto estarão juntos com Cônsul nessa jornada nos dias 24 e 25 de março.
Cônsul do Japão no Brasil visita Maranhão e Ricardo
O cônsul Geral do Japão no Brasil, Toshio Watanabe, visitou nesta quarta-feira (25) o governador do Estado José Maranhão e o prefeito da Capital, Ricardo Coutinho. Entre os temas discutidos estão intercâmbio entre os dois países e projetos de parceria.
Durante o encontro com Maranhão, que ocorreu durante a manhã, Watanabe tratou da possibilidade de intercâmbio e cooperação para o fortalecimento da economia paraibana, com a instalação de indústrias. Existe interesse de grupos empresariais japoneses de instalarem-se no Estado.
Maranhão destacou a viabilidade econômica na área do turismo como atividade promissora e o cônsul falou sobre os interesses dos japoneses em investir no Brasil, havendo possibilidade de inclusão da Paraíba.
Na Prefeitura - Já com o prefeito Ricardo Coutinho, o cônsul esteve à tarde, e durante a visita foram discutidos intercâmbios entre profissionais paraibanos e japoneses e a implantação de um espaço que possa disseminar a cultura daquele País na Capital.
A Prefeitura de João Pessoa (PMJP), o consulado e a ACBJ-PB irão firmar parcerias no sentido de proporcionar a troca de experiências entre os profissionais que atuam nas áreas da saúde e da educação nos dois países.
A idéia é a realização de um intercâmbio, para promover uma maior interação e conhecimento mútuo entre os profissionais japoneses e paraibanos.
Monumento – Outra parceria com a Prefeitura de João Pessoa será no campo cultural. Os representantes japoneses querem a instalação de um monumento que celebre o centenário da imigração japonesa no Brasil e, em troca, pretendem construir um espaço que irá possibilitar o acesso dos moradores da cidade a aulas de idiomas e outras formas de expressão da cultura e da arte japonesa.
“A intenção inicial é que este monumento seja uma praça, que incorporará elementos arquitetônicos dos famosos jardins japoneses”, contou o prefeito, dizendo que o local e o projeto da praça serão definidos em um próximo encontro entre representantes da PMJP, da ACBJ-PB e do consulado japonês.
A Associação Cultural Brasil-Japão da Paraíba (ACBJPB) irá fretar uma van/ônibus para participar do Undokai Recife 2009. Para os interessados, favor, confirmar reservas até 04/03/09 (Quarta-feira) com Osvaldo Hiroshi (99832928), munido com nome completo e RG.
Os preços para Associados é R$ 10,00 (dez reais) e Não- Associados R$ 20,00 (vinte reais).
O Local de partida do transporte será na Pousada Sol Nascente (Rua Norberto de Castro, 234 – Bessa)
Sendo uma atividade tradicional da cultura japonesa, o Undokai (ou Undoukai, 運動会), quando traduzido ao pé da letra, significa Gincana Poliesportiva. Na prática, trata-se de uma gincana esportiva familiar. Ao pensarmos em esportiva, muitas vezes somos remetidos a desportos como futebol, vôlei, basquete e etc, mas o que encontramos no Undokai são atividades como cabo de guerra, corridas de obstáculos e diversas outras brincadeiras diversas. Familiar não quer dizer que é apenas interno a uma família, mas sim integrando diversas famílias, desde as gerações mais jovens - netinhos - até as gerações mais experientes - os avós. O principal objetivo do Undokai é a confraternização, de um modo geral.
Os Undokai costumam durar um dia inteiro e costumam acontecer em maio, quando não está nem muito quente e nem muito frio. Podem ser organizados por escolas ou instituições independentes, que preparam as atividades, materiais e premiações para o acontecimento do mesmo, o que pode levar vários meses antes de sua realização. As famílias levam suas refeições para almoçar no local, em forma de piquenique.
ALGUMAS DAS ATIVIDADES DE UM UNDOKAI:
Gojyû meetoru kyoso - Corrida de 50 metros rasos para crianças.
Hyaku meetoru kyoso - Corrida de 100 metros rasos para crianças.
Riree - Corrida de revezamento 4 X 400 metros.
Ninin sankyaku - Corrida de 3 Pernas - Em duplas, amarra-se a perna direita de uma pessoa à perna esquerda da outra, que abraçadas pelos ombros ou à cintura correm juntas por 50 metros.
Yomesan sagashi - Corrida da "procura de noiva" - Um grupo de rapazes é formado na linha de partida, e um grupo de igual número de moças é formado na metade do percurso da corrida. Na metade da distância entre os dois grupos, cartões com os nomes de cada moça são deixados no chão. Os rapazes saem correndo; cada um pega um cartão e vai até o grupo das moças, procurando e chamando pela jovem cujo nome ele pegou. Assim que encontra seu par, ambos devem correr de mãos dadas até a linha de chegada.
Supuun reesu (do inglês "spoon race", corrida da colher com ovo) - Equilibrando um ovo numa colher de sopa em uma das mãos, as senhoras devem percorrer 50 metros, e chegar sem deixar o ovo cair e sem segurá-lo com a outra mão.
Karimono kyoso - Corrida do "empréstimo". - Meninos e meninas correm numa pista, que tem na metade do percurso cartões com o nome de um objeto comum (caneta, chaveiro, cinto, lenço, relógio de pulso, telefone celular, presilha de cabelo, pulseira, etc.). Cada um pega um cartão e vai até amigos e familiares, pedindo emprestado o objeto citado no cartão. Assim que alguém lhe dá o objeto, a criança volta ao percurso para terminar a corrida e devolve o objeto a seu dono.
Tsunahiki (cabo-de-guerra) - Misto, para grupos de crianças e grupos de adultos.
Takara sagashi (corrida da "caça ao tesouro") - Divide-se a distância a ser percorrida em 3 terços. A um terço da linha de partida, são colocados no chão cartões com o desenho de um objeto, a dois terços são colocados fora de ordem cartões com o nome de cada objeto correspondente. As crianças devem sair correndo, pegar um cartão desenhado, chegar aos cartões escritos e encontrar aquele que corresponde ao cartão desenhado. Assim que achar o cartão correto, deve terminar o percurso.
Taiya korogashi kyoso - Corrida de pneus - Participantes correm empurrando pneus com as mãos por 50 metros.
Kani kyoso - Corrida de caranguejo - Em duplas, abraçadas de costas e correndo de lado, percorre-se 50 metros.
Sakana tsuri kyoso - Corrida da pesca da garrafa - O "peixe" a ser pescado, na prática, é uma garrafa vazia colocada em pé na metade do percurso. Varas com um barbante e um prego de pelo menos 5 cm amarrado ao meio são deixadas no chão a alguns metros da linha de partida. Cada participante sai correndo, pega uma vara, chega às garrafas e deve, a dois passos de distância, fazer com que o prego entre na garrafa. Com a garrafa presa à vara pelo barbante com o prego, o participante deve completar o percurso sem deixar a garrafa cair.
Keisan kyoso - Corrida do cálculo - Cartões com uma proposta de cálculo simples sem o resultado são deixadas no chão, na metade do percurso (por exemplo, 5+3=, 7X2=, 10-8=, etc.). Munidas com um lápis, cada criança corre, pega um cartão, escreve o resultado e termina o percurso. Obviamente vence a criança que chegar primeiro com o resultado correto escrito no cartão.
Tamaire kyoso - Bolinhas ao cesto - Dividem-se as crianças em dois times, que correspondem às cores - geralmente branco e vermelho - de dezenas de bolinhas de pano recheadas com retalhos, do tamanho de bolas de beisebol. Uma pessoa - de preferência com um capacete na cabeça - segura no centro do campo um grande balde instalado na ponta de uma vara ou cano com aproximadamente 4 m de altura, no qual as crianças devem durante 5 minutos jogar e tentar encestar o maior número de bolas da cor de seu time.
UNDOKAI NO BRASIL
Muito freqüentemente vemos em animes os personagens participarem de Undoukais. Há até um anime só com essa temática, o Dai Undokai. No Brasil, alguns Undokai são promovidos por instituições culturais japonesas. No entanto, a divulgação é apenas interna, o que acaba fazendo que apenas pessoas com ligações com a instuição participem e assistam.
No dia 13 de fevereiro foi lançado dois livros do poeta paraibano Saulo Mendonça no Restaurante do Esporte Clube Cabo Branco. O lançamento de “O Outro Lado da Palavra – Elucidário” e “Luz de Musgo – haikai”, marcou os 33 anos da carreira literária que foram comemorados na sessão solene da Câmara dos Vereadores de João Pessoa.
Na ocasião foi outorgada a medalha ‘Cidade Verde’, propositura da ex-vereadora e atual superintendente adjunta do Instituto de Previdência Municipal (IPM) Paula Franssinete e a medalha ‘Ariano Suassuna’, proposto pelo vereador Geraldo Amorim ao poeta Saulo Mendonça. Os convidados foram recebidos pelo quinteto de metais “PB Brass” e por belas mestiças vestidas de kimono da acbjpb.
Estavam lá, inúmeros amigos, professores, familiares, conhecidos do poeta, além das autoridades da Câmara de Vereadores, assim como membros da associação que foram lá representar a comunidade nipo-brasileira de João Pessoa no evento.
Ao final da solenidade, houve uma apresentação do grupo Nossa Voz.
Haikai - O autor Saulo Mendonça, haikaista paraibano, completa 33 anos de carreira, lança um haicai inédito e convida a comunidade japonesa para a festa no dia 13 de fevereiro, no restaurante do Esporte Clube Cabo Branco, às 19:30h. Omedetô!
Falecimento - Faleceu no sábado, 10/01/2009, o associado e amigo Nelson Asari, em seu apartamento, no Bessa, na hora do almoço. Passou mal e não resistiu. A ACBJPB, consternada, acompanhou o funeral.
Pêsames - O Capitão dos Portos da Paraíba, nissei Paolo Coirolo noticiou o falecimento do seu genitor nesse dia 20 de Janeiro, na cidade de Niterói, e consternados, transmitimos-lhe nossas condolências e nossa solidariedade.
Retorno a Brasília-DF - A associada e amiga de todos, Célia Mayeda avisou que retornará para Brasília, onde vivem seus filhos. Desejamos sorte e felicidades.
O QUE É HAICAI
Haicai é um poema de origem japonesa, que chegou ao Brasil no início do século 20 e hoje conta com muitos praticantes e estudiosos brasileiros. No Japão, e na maioria dos países do mundo, é conhecido como haiku.
Segundo Harold G. Henderson, em Haiku in English, o haicai clássico japonês obedece a quatro regras:
Consiste em 17 sílabas japonesas, divididas em três versos de 5, 7 e 5 sílabas
Contém alguma referência à natureza (diferente da natureza humana)
Refere-se a um evento particular (ou seja, não é uma generalização)
Apresenta tal evento como "acontecendo agora", e não no passado.
No transplante do haicai para outros países, algumas das regras anteriores são seguidas com maior ou menor fidelidade, enquanto outras podem ser mesmo ignoradas, dependendo de cada poeta ou da escola seguida.
A FORMA DO HAICAI
De maneira geral, haicai é um poema conciso, formado de três versos, no total de 17 sílabas:
O primeiro verso tem 5 sílabas
O segundo verso tem 7 sílabas
O terceiro verso tem 5 sílabas
Não há necessidade de rima ou título.
QUANTO À MÉTRICA
Acreditamos que não se deve exigir rigor na contagem de sílabas, a ponto de sacrificar a expressão poética. Porém, também acreditamos que o número ideal de sílabas deve estar próximo a 17, sendo permitidas variações para cima ou para baixo.
O CONTEÚDO DO HAICAI
Como ficou expresso na introdução, definiremos o haicai conforme o ponto de vista do Grêmio Haicai Ipê, que estuda o haicai enquanto forma poética adaptada à lingua portuguesa, embora conservando características da sua tradição de origem.
POESIA DA NATUREZA
O haicai sempre nasce de uma cena ou objeto natural. Mesmo nos instantes em que cita assuntos humanos, isto se dá através de uma grande reviravolta filosófica, em que o homem não é mais considerado o centro do universo, ou uma entidade separada da natureza, como é habitualmente colocado pela cultura ocidental.
Em verdade, o homem é parte integrante da natureza, submisso a ela, e assim passível de se transformar em assunto de haicai. É assim que pensa o haicaísta (poeta de haicai).
Tradicionalmente, a menção à natureza é feita através de um termo-de-estação, mais conhecido pela palavra japonesa kigo. Pode-se questionar a validade das quatro estações no Brasil, mas é inegável a existência de um ciclo anual, ao qual os vegetais e os animais se moldam, e dentro do qual o homem organiza suas atividades, mesmo que este ciclo não possa ser caracterizado como uma sucessão de quatro estações à maneira européia. Entendido de uma maneira ampla, o kigo é a palavra ou expressão associada a uma entidade natural, capaz de disparar associações afetivas a partir de uma cena concreta, de maneira muito econômica.
Por outro lado, a idéia de estação está profundamente plantada entre os brasileiros de todas as latitudes, como herdeiros da cultura ocidental, basicamente européia e de clima temperado. Como parte desta herança, reconhecemos o caráter simbólico tradicionalmente atribuído a cada estação:
Pequena borboleta Enfeitando meus cabelos Por um momento.
Clície Pontes
O chofer de táxi Meu pai, também, nos dias quentes, Assobiava assim.
Paulo Franchetti
Das noites juninas de outrora, anciãs agora, estão as meninas.
Cyro Armando Catta Preta
A pedra atirada ... Fundo lago de outono desmorona o céu.
Francisco Handa
borboleta
kigo de primavera
dia quente
kigo de verão
noite junina, festa junina
kigo de inverno
lago de outono
kigo de outono
POESIA DO PRESENTE
O haicai sempre exprime um momento vivenciado no presente. Sendo baseado na natureza, obrigatoriamente fala de coisas concretas, com existência física. E ao falar do presente através de coisas concretas, necessariamente alude à temporalidade, ao provisório e ao efêmero, marcas do mundo terreno. Em outras palavras, o haicai é um veículo para a expressão da transitoriedade, e esta é evidenciada através do uso dos termos-de-estação ou kigos. Signos de um mundo em constante mutação, os kigos se sucedem ao longo do ciclo anual, representando a própria imagem da transitoriedade.
Ao exprimir um momento do presente, baseado na realidade física, o haicai se aproxima da fotografia. Sempre que olhamos para uma foto, aquela impressão visual se reaviva e se torna presente para nós. O haicai faz o mesmo, através da descrição objetiva de uma sensação física, que além de visual, pode ser também auditiva, tátil , olfativa ou de paladar. Esta sensação pode disparar uma lembrança ou um sentimento, o que pode ser expresso no poema. O contrário não é permitido. A sensação psicológica sempre nasce depois da sensação física.
Dizemos que o haicai pode ser comparado a uma fotografia, que é completamente diferente de um filme. O minúsculo tamanho do haicai não comporta cenários dramáticos, amplos movimentos ou planos em seqüência. Também não se trata de suprimir todos os elementos sintáticos como num telegrama, visando comprimir o máximo de palavras dentro de 17 sílabas. A descrição simples e sem artifícios estilísticos de uma sensação, deixando grande espaço para a sugestão, é a regra a ser seguida.
"Haikai não é síntese, no sentido de dizer o máximo com o mínimo de palavras. É antes a arte de, com o mínimo, obter o suficiente". - Paulo Franchetti
Certo
Errado
Relâmpago azul: Crescem os olhos da criança No colo da mãe.
Zuleika dos Reis
Relâmpago. Chuva. De repente, o rio transborda. Choro. Desespero.
Clara luz da lua dança nas poças d'água com o vento suave.
José Neres Reis
Ainda me lembro: A lua cheia brilhava sobre o nosso amor.
Vento de verão. Do capinzal crestado pula o gafanhoto.
Luiz Bacellar
Nuvens de gafanhotos Semeiam a destruição Por onde passam.
NÃO AO EGO
Negar o ego não significa proibir a palavra "eu". Haicais na primeira pessoa são perfeitamente viáveis. Mas a objetividade do haicai deixa pouco espaço para a expressão do universo interior do autor.
O subjetivismo e sua derivação, o sentimentalismo, são praticamente condenados, junto com qualquer traço de intelectualismo. Os sentimentos humanos, quer sejam os do autor ou não, são expressos com parcimônia, sempre submetidos à sensação física que os gerou, e aparecem puros, livres de elaboração racional e conceituação intelectual.
O haicai não se presta para expressar um raciocínio, do tipo A+B=C. É mais freqüente que contraste dois elementos sem conexão lógica, cabendo ao leitor reconciliá-los em um novo plano de significado (o que não quer dizer que o haicai seja uma charada ou adivinha). Tão pouco o haicai serve para expressar juízos ou sentenças. A natureza não trabalha assim, estando acima do bem e do mal, categorias inventadas pelo homem. Por conseqüência, aforismos e lições de moral estão fora da esfera do haicai.
Certo
Errado
Nariz na vidraça. Guri de rua acompanha a Ceia de natal.
Hazel de S. Francisco
Que mundo injusto! No natal, meninos de rua, Olhando vitrines.
Depois da geada, nas faces do espantalho, lágrimas geladas.
Roberto Saito
A geada, ao cair nos olhos do espantalho formou lágrimas geladas.
A flor do ipê-roxo cai deixando saudades: Ah, a moça da tarde.
Anibal Beça
A bela da tarde por mim passou. Feito flor, deixou seu perfume.
Haikai (俳句, Haiku ou Haicai) é um forma poética de origem japonesa, que valoriza a concisão e a objetividade.
Os poemas consistem em três linhas, contendo na primeira e na última cinco letras japonesas, e sete letras na segunda linha.
O principal haicaísta foi Matsuô Bashô (1644-1694), que se dedicou a fazer desse tipo de poesia uma prática espiritual.
Haikai no Brasil
O primeiro autor a popularizar o haikai no Brasil foi Guilherme de Almeida, que não só o dotou de estrutura métrica rígida, mas ainda de rimas e título. No esquema proposto por Almeida, o primeiro verso rima com o terceiro e o segundo verso possui uma rima interna (a 2ª sílaba rima com a 7ª sílaba). A forma do haikai de Guilherme de Almeida ainda tem muitos praticantes no Brasil.
Uma outra corrente do haikai brasileiro é a tradicionalista. Promovida inicialmente por imigrantes ou descendentes de imigrantes japoneses, como H. Masuda Goga e Teruko Oda, essa corrente define haikai como um poema de três versos, escrito em linguagem simples, sem rima, escrito em três versos que somam dezessete sílabas poéticas (cinco sílabas no primeiro verso, sete no segundo e cinco no terceiro). Além disso, o haikai tradicional deve conter sempre uma referência à estação do ano, expressa por uma palavra (o chamado kigo = palavra de estação).
Uma terceira forma de praticar o haikai no Brasil é a que não julga necessária a métrica nem o uso sistemático de uma referência à estação do ano em que o poema foi composto. Aqui, os principais nomes são Paulo Leminski , Millôr Fernandes e Alice Ruiz.
Kimi ga Yo (geralmente traduzido como "ReinoImperial") é o hino nacional do Japão, e também um dos hinos nacionais mais curtos do mundo ainda em uso. A letra é baseada num poemawaka escrito no Período Heian (de autor desconhecido), enquanto que a melodiafoi composta na Era Meiji, também de autor desconhecido.
Apesar do Kimi ga Yo ser há muito tempo o hino de facto do Japão, somente foi legalmente reconhecido como tal em 1999, após passar por um conselho que decidiu pela adoção do hino.
O termo kimi é uma antiga e inusada palavra que significa "nosso senhor" e refere-se ao Imperador do Japão, mas durante este mesmo período (e quando a letra foi escrita), kimi significava "meu amado" ou simplesmente "você", que é o atual significado. A idéia de que seixos pudessem crescer de rochas era popular no domínio Heian do Japão.
Dia 31 de Janeiro, a partir das 9h, no Espaço Cultural ENTRADA FRANCA
Atrações: *Quadrinhos *Animações *Exibições - de animações japonesas, americanas e européias e "A Cor da Magia". *Games - incluindo Guitar hero e Pump it up *Exposições *Action Figures *RPG *Stands: WonderLight, Houmonka, Mastery, Shazan e outros! * e muitas surpresas!
Cosplayers são muito bem-vindos!
DIVULGUEM O EVENTO!
Palavras dos organizadores:
A feira se realizará no dia 31 de Janeiro no Mezanino 2 (aonde se localiza o teatro Paulo Pontes), no Espaço Cultural José Lins do Rêgo. Atendendo ao pedido de muitos, estaremos disponibilizando um auditório para exibição de vídeos, não pretendemos exibir apenas animações japonesas, mas também filmes e animações americanas e européias. Podemos antecipar a todos que uma das exibições será da adaptação do famoso livro "A Cor da Magia" da não menos famosa série Discworld, criada pelo intrépido escritor inglês Terry Pratchett. Outra novidade é que entre o nosso acervo de exibições, parte dele poderá ser escolhido pelo público, dando a todos a oportunidade de contribuirem com o H.Q.PB dando sua valiosa opinião. Estamos também preparando um espaço para acomodar os amantes do RPG e dos Card Games e assim sanando um de nossos vacilos no 1º evento. Esperamos poder oferecer novas atrações e também algumas surpresas e com tudo isso poder proporcionar a todos um evento melhor a cada nova edição do H.Q.PB. Mas precisamos da ajuda de vocês, pois o divertimento e participação de todos é a melhor razão para que o H.Q.PB posso continuar com força total. Em breve traremos mais novidades. Contamos com a presença de todos vocês. Januncio Neto & Stúdio Made in PB